4 perguntas para você ir em frente quando se sente paralisada

Hoje eu vim desabafar..você deixa?
Se você me acompanha há algum tempo, deve ter percebido que parei de enviar meus textos onde eu compartilhava um pouco da minha história e dos aprendizados que tirava do dia-a-dia, né?!

Hoje eu retomo nossas conversas, prometo! E volto contando o que aconteceu…
Em novembro do ano passado eu comecei um curso interessante, onde pude abrir minha mente para novas ideias e patamares..foi maravilhoso começar a pensar diferente! Contudo, com essas descobertas, despertaram-se também algumas crenças que estavam lááááá no fundo, um tanto escondidinhas. Não sei se isso já aconteceu com você, mas às vezes (estou sendo boazinha) estranhamos o novo e temos dificuldade de nos adaptar… e por muitos meses questionei se deveria agir conforme alguns “gurus” diziam que deveria agir. O fato é que isso me paralisou em alguns aspectos, e escrever para você foi um destes.
Com eles eu aprendi que deveria escrever assim ou assado, que deveria fazer isso ou aquilo, que deveria colocar tal coisa em tal email, e outra coisa no outro, para poder “converter mais clientes”. Nada contra esses gurus, viu?! Admiro demais o sucesso de cada um deles, e entendo que com essas técnicas eles conseguem fazer o bem para um maior número de pessoas. Sei o valor disso! Mas essa história de “programar” o que dizer para você me pareceu um tanto robótica, forçada e sei lá, estranha pra quem sempre quis ajudar as pessoas a descobrirem uma nova forma de pensar e viverem da melhor forma possível. Simplesmente não batia! Já me culpei, já me perguntei se estava dando desculpas esfarrapadas, se tinha preguiça, medo… garanto que durante esses meses já me analisei bastante!
Daí, semana passada, na festa de aniversário da minha mãe, uma prima (daquelas pessoas que você gosta, mas não tem contato nenhum, porque seus mundos são diferentes) veio falar comigo, perguntando sobre os e-mails que mandava, me contando que gostava muito de recebe-los… aquilo foi uma surpresa tão boa, saber que ela sentia falta, mas ao mesmo tempo foi como levar um tapa na cara (de mim mesma!). Me questionei: por que não enviei mais e-mails, mesmo?!
É claro que tem o fator tempo. Minha agenda anda lotada com os atendimentos, palestras e novos projetos, que escrever fica para depois. Afinal, quando se escreve “do coração” não é de uma hora para outra. Mas isso não é desculpa nenhuma! Posso tomar um cafezinho à noite e dormir um pouquinho mais tarde, oras! Entre parênteses: fiz isso agora mesmo. Ali, na conversa com a minha prima, eu me toquei: parei de te escrever porque não sabia mais COMO te escrever. Parecia que o jeito que escrevia antes não era o “certo” profissionalmente, mas ao mesmo tempo, esse novo jeito não me parecia “certo” PESSOALMENTE. Então entrei em um conflito interno que me paralisou. Sabe o que é isso, falando na linguagem do coaching? Conflito de interesses entre metas e valores. Nenhuma meta que você trace será alcançada se você tiver que ferir seus valores para isso. Portanto, se tivesse que ferir meus valores, eu não te escreveria mais. Na hora, sentada na mesa comendo sobremesa, veio uma pergunta em minha mente: por que eu fazia isso, mesmo?! Uaaaaau! Porque eu sou apaixonada pela ideia de poder fazer a diferença na sua vida! Mesmo que seja uma pequena diferença, mesmo que seja por email, mesmo que eu nunca venha a saber o que você fez… Pensar que uma história minha pode te ajudar a descobrir algo sobre si mesma ou a pensar diferente, que pode despertar uma ação que pode levar a um sonho.. é disso que estou falando! É por isso que estou aqui, contigo, e foi por isso que eu comecei a te escrever. Dane-se o resto! I’ll be back, baby!
Então, se em algum momento você se sentir paralisada na sua vida como eu estava me sentindo, faça a si mesma as quatro perguntas que me fiz:
1º) Será que estou com preguiça de mudar? Às vezes você só está paralisada por estar acomodada, acostumada a fazer o que sempre fez, e não está com vontade de fazer o esforço necessário para se transformar.
2º) Será que estou com medo de algo? O medo pode estar escondido por aí..pode ser medo até de coisa boa, viu?! Às vezes sentimos medo de ser bem sucedida, ser feliz, ter dinheiro.. sim, isso acontece! Preste atenção!
3º) Será que estou sentindo que isso fere meus valores? Como eu disse, se você não apoiar suas metas em seus valores, o caminho não se mantém, você sente que tem algo errado e pode desistir. Se você não tiver bem claro seus valores e como apoiar suas metas neles, é muito fácil se frustrar, sem saber por quê.
4º) Por que eu quero fazer isso? Saber o que te motiva, ter sempre em mente qual o verdadeiro objetivo por trás das suas ações e metas te mantém no caminho do sucesso. Posso garantir!
Lembre-se de quem você é, e siga seu coração. Não quer dizer que você precisa ser teimosa, hein?! Também esteja aberta ao novo, a aprender, expandir seus horizontes…mas nunca se esqueça da sua essência, do seu por que, e continue em frente, a passos firmes.
Boa caminhada!
Mariana Morena

Comentários

1 Comment
  • Fernanda Klitzke on 01/12/2015

    … então tá..vou lá tentar responder a minha tarefa “Entenda o que você veio fazer neste mundo”, porque você sempre me inspira! Obrigada, mais uma vez.