Eu quero brincar no balanço! (Mas não me mexo…)

Final de semana passado eu levei meu filho mais velho ao Parque de Coqueiros, aqui em Florianópolis. Para quem já foi lá com criança, sabe que o parquinho infantil é cercado, para garantir certa tranquilidade para as mães.

Sentada lá enquanto observava as crianças, me deparei com algumas cenas que chamaram muito a minha atenção. Uma delas foi sobre uma menininha de maios ou menos 7 anos que estava com sua mãe, madrinha e avó atrás de mim, mas fora do cercado, longe da portinha que dava acesso aos brinquedos. Ela estava ansiosa para brincar nos balanços, mas devido ao bom domingo de sol, os mesmos estavam sempre cheios. Eu a vi tentar participar da brincadeira por umas quatro a cinco vezes, sem êxito, e comecei a me sentir incomodada.

O problema era que, como ela estava muito longe do seu objetivo, quando um balanço era liberado, ela saia correndo para tentar alcançá-lo, mas é claro que outra criança chegava antes, e ela se frustrava, voltando de cabeça baixa para perto da família. “Eu quero brincar no balanço” dizia para a mãe. Era óbvio que ela não conseguiria, agindo dessa forma!

Duas lições podem ser aprendidas com a menininha de cabelos negros:

1.Se você pretende alcançar um resultado diferente do que vem alcançando, é necessário sair da sua Zona de Conforto. Para a menininha, estar junto de sua mãe, madrinha e avó era conhecido, confortável e acalentador, mas a impedia de brincar no brinquedo que queria. Para ter a oportunidade, ela deveria ficar por perto do seu objetivo, atenta, mirando-o com foco e agir no momento certo.

2.Eu penso que a mãe poderia tê-la incentivado a ficar brincando perto do balanço, ou até mesmo ido até lá com ela, mas não o fez. Tenho certeza de que ela achava que estava fazendo o melhor para a filha, como toda mãe, mas ela poderia ter dado um suporte maior para aumentar sua autoconfiança, fazendo-a arriscar. Sabe do que eu me recordei n hora? Dos estudos publicados pela Escola Médica de Harvard e pela Business Network International : somos resultado das pessoas com quem convivemos mais. Na primeira, constatou-se que temos 60% de chances de sermos acima do peso se nossos amigos também são; a segunda demonstrou que temos maior probabilidade de sermos bem-sucedidos se nossos amigos próximos tem sucesso. Você sabia disso?

Ou seja, a menininha, se não incentivada pela mãe a sair de sua zona de conforto, permanecerá com medo de arriscar, e, para realizarmos sonhos, precisamos nos desconfortar. Então, hoje lhe convido a pensar: o quão confortável você está? O quanto tem tomado atitudes diárias conscientes que poderão lhe levar ao seu objetivo? E o que as pessoas próximas a você tem lhe dito? Elas lhe incentivam ou tentam podar seus sonhos, dizendo que é impossível, que não vale a pena? Pense nisso!

Abraço coach,

Mariana Morena

 

Comentários

1 Comment
  • simone da costa de almeida on 19/05/2014

    Aprendi que sempre tenho que ariscar e ter foco pra mim e para meus filhos quero muito fazer esse curso